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Guerra na Ucrânia
Europol localiza 45 crianças ucranianas forçadas a sair do país
A operação contou com a participação de especialistas de 18 países, entre os quais Portugal, através da Unidade de Contra Terrorismo da Polícia Judiciária.
Num esforço coordenado para identificar e localizar crianças transferidas à força ou deportadas para os territórios ocupados da Ucrânia, da Rússia e da República da Bielorrússia, "foram descobertas informações sobre 45 crianças", entretanto partilhadas com as autoridades ucranianas para auxiliar as investigações em curso, afirma a Europol em comunicado divulgado nesta segunda-feira.
De acordo com a Polícia Judiciária, que também enviou um comunicado às redações, "a participação portuguesa permitiu identificar cinco pistas investigativas, nomeadamente através da análise de redes sociais, fotografias e potenciais ligações a escolas".
Segundo a Europol, "algumas das crianças ucranianas foram adotadas por cidadãos russos, enquanto outras estão detidas em campos de reeducação ou hospitais psiquiátricos".
No total, foram elaborados 45 relatórios que "incluem informações fidedignas conducentes à localização destas crianças", designadamente, as rotas de transporte utilizadas durante as deslocações forçadas, os facilitadores (diretores de orfanatos) e pessoas recetoras, os campos ou instalações para onde foram levadas, as unidades militares envolvidas e as plataformas que exibem fotografias das crianças.
Além de especialistas de 18 países, a ação contou com a participação do Tribunal Penal Internacional e de parceiros de organizações não governamentais.
A operação de pesquisa em fontes abertas, coordenada pela Europol e pelos Países Baixos, decorreu nos dias 16 e 17 de abril, em Haia, com o objetivo de apoiar as investigações em curso das autoridades ucranianas, que apuraram o desaparecimento de 19.500 crianças de territórios ocupados pela Rússia ou Bielorrússia.
Telejornal, 20 de abril de 2026De acordo com a Polícia Judiciária, que também enviou um comunicado às redações, "a participação portuguesa permitiu identificar cinco pistas investigativas, nomeadamente através da análise de redes sociais, fotografias e potenciais ligações a escolas".
Segundo a Europol, "algumas das crianças ucranianas foram adotadas por cidadãos russos, enquanto outras estão detidas em campos de reeducação ou hospitais psiquiátricos".
No total, foram elaborados 45 relatórios que "incluem informações fidedignas conducentes à localização destas crianças", designadamente, as rotas de transporte utilizadas durante as deslocações forçadas, os facilitadores (diretores de orfanatos) e pessoas recetoras, os campos ou instalações para onde foram levadas, as unidades militares envolvidas e as plataformas que exibem fotografias das crianças.
Além de especialistas de 18 países, a ação contou com a participação do Tribunal Penal Internacional e de parceiros de organizações não governamentais.